Nesse espaço estarei evidenciando pessoas que influenciam meu estilo, meu modo de pensar e me inspiram a ser melhor a cada dia.

Hoje gostaria de falar de uma cineasta chamada Ava Duvernay que eu sou apaixonada. Ela é norte americana, nascida em Long Beach, começou sua carreira como muitos pedindo para as pessoas ajudá-la em um projeto. Com o tempo ela começou a perceber que essa posição de sempre estar pedindo acabava por repelir as pessoas, então ela reuniu amigos que tinham a mesma vontade de fazer acontecer como ela e assim ela começou a produzir seus primeiros vídeos. Gostaria de ressaltar que nesses vídeos ela deixava bem claro o protagonismo negro e em posições de poder, exaltando a beleza em tudo que era exposto.

O primeiro vídeo dela que conheci foi o The door da Miu Miu através da minha professora de política Katia Costas Santos, desde então comecei a me aprofundar no trabalho dela olhando com cuidado todas as nuances exploradas por ela pra que não apenas estivéssemos como espectador, e sim mergulhássemos na história e entendêssemos o ponto de vista de cada personagem em suas falas e seus olhares.

Nessa trajetória, a Ava Duvernay dirigiu o filme Selma, que conta a história de Martin Luther King na caminhada e luta pelos direitos civis; o filme além do tempo que é o primeiro filme de romance onde vejo a personagem principal escolher a felicidade ao invés de aguardá-la e lançou um documentário sobre a 13a emenda que foi a lei nos EUA que permitia tirar a liberdade das pessoas por motivos como vagabundagem e alcoolismo após a abolição da escravidão. Esse último explica toda a construção do sistema prisional nos EUA, e muito do nosso também.

Eu admiro o trabalho dela pois durante a sua trajetória ela alia sua vontade e execução do belo com o objetivo de levar seus espectadores a reflexão em prol de uma sociedade mais justa, utiliza a beleza da sua arte nas telas, com filmes e vídeos, para denunciar a realidade de um povo que sofre muito e que é muito forte também.